entre as mãos tinham um buraco.
o relógio não para.
de novo começando outros novos minutos já prontos para acabar.
ela acompanhava seu olhar lentamente - que abismo fundo são esses olhos.
desses que se quer pular pra dentro, percorrer o caminho até a cabeça.
o relógio não para.
as pessoas passam e os encaram,
tentando entender como ainda existe alguma coisa assim.
entre as mãos ainda o buraco.
e o relógio, que começa tudo outra vez.